Já há um tempo tenho  acompanhado o frenético movimento de migração de fotógrafos das câmeras DSLR (com espelho) para as Mirrorless (sem espelho), mais especificamente para as FUJI. Muitos alunos e amigos com frequência me perguntam os motivos pelos quais eu ainda não aderi a “moda” das MIRRORLESS nos CASAMENTOS. Resolvi então esclarecer aqui o porque ainda prefiro as DSLRS fullframes neste artigo.

Em primeiro lugar preciso evidenciar que eu sou muito fã das câmeras mirrorless e as tenho utilizado em meus trabalhos pessoais desde 2011 quando adquiri a primeira versão da Fuji X100. Hoje tenho uma Fuji Xt1 e uma Xt2 que utilizo em alguns projetos autorais. Não abro mão dessas pequenas, mas poderosas câmeras no meu dia a dia.

Portanto, quando se trata de casamento, mesmo com a vantagem de serem mais compactas que as DSLRS e após inúmeros testes, eu cheguei a conclusão que, para mim, as mirrorless ainda não atendem minhas expectativas.

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Abaixo direi exatamente por quais motivos.

  1. Sistema de flash: A maioria dos casamentos que eu fotografo acontecem a noite, diferente de vários amigos que se esbaldam com o excesso de luz do dia em casamentos no primeiro mundo.  Isso me exige a utilização de um bom sistema de flashs TTL que a Fuji ainda não tem. Por que eu preciso do TTL e não manual? É simples! O meu trabalho tem como objetivo principal a narrativa de histórias portanto,  50 a 60% das minhas imagens são momentos. Quanto menos eu precisar alterar configurações e controles do flash no modo manual, mais energia me sobra para a percepção das história e seus respectivos momentos. Em outras palavras, nem um fotógrafo do mundo, por mais habilidoso e treinado que seja com seu flash manual, será tão rápido quanto o poderoso sistema TTL. Isso acontece obviamente quando o fotógrafo domina a utilização do pré-flash. Acredite, poucos sabem da existência do do tal pré-flash e tenho visto em meus workshops que as pessoas se sentem livres quando entendem que podem utilizar o seu flash no TTL conseguindo capturar mais momentos. Esse assunto pode melhor desenvolvido em um outro artigo.
  2. Ruídos: As imagens geradas pela Fuji e por outras mirrorless possuem mais ruído, fiz vários testes com a FUJI XT1 x XT2 x D750 x 5DMARKIII e cheguei a essa conclusão. Claro que é algo muito pessoal mas pelo simples fato de utilizar muitas das imagens em páginas duplas nos meus álbuns de casamento, esses níveis de ruído me incomodam. Além disso, se decido cropar uma imagem, os ruídos que já são mais evidentes, se tornam ainda mais visíveis e as vezes chegam a inviabilizar a utilização da imagem. Quem nunca cropou, atire a primeira pedra.
  3. Compressão de planos Pelo fato das mirrorless da Fuji não serem full frame, e possuírem sensores menores,  as lentes quando utilizadas, sofrem alterações em suas características naturais. Vou tentar explicar. Para que tenhamos uma objetiva com o ângulo de cobertura de uma 35mm, é necessário utilizar na FUJI  uma objetiva 23mm.. Sim, a 23mm quando colocada na fuji XT2, por exemplo,  terá o mesmo ângulo de cobertura (abrangência)  de uma 35mm utilizada em uma DSLR fullframe. No entanto, a relação entre os planos  da 23mm se mantém inalterada e esta objetiva passa a ter ângulo de cobertura de 35mm e compressão de 23. Em outras palavras, uma objetiva 23mm (super grande angular)  naturalmente separa bem mais os planos que uma 35mm (minha lente favorita nos casamentos). Na prática isso vai mudar a estética final da minha imagem e vai dificultar o meu trabalho pois com planos mais distantes, há mais elementos no quadro e consequentemente as distrações aumentam assustadoramente. Percebi, quando fiz testes com a FUJI nos casamentos que a minha composição piorou. Simples assim.  Veja as imagens comparativas abaixo.
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Veja que assinalei em vermelho as distrações na imagem a direita com a FUJI XT2 devido ao distanciamento do plano de fundo em relação ao gato de madeira que se manteve igual no primeiro plano. Por mais sutil que pareça a diferença, posso lhe afirmar que eu consigo composições bem mais limpas, com a DSLR fullframe. Ela me ajuda a tirar essas distrações dos planos de fundo sem alterar o primeiro plano. Imagem esquerda: Nikon full frame D750 / 35mm f 4 Imagem direita: Fuji XT2 / 23mm f 4 (objetiva equiv a 35mm)

Por mais que soe contraditório, eu sou um grande fã das câmeras mirrorless, principalmente por serem mais compactas, leves e bem rápidas. No entanto, quando se trata de casamentos, pelos motivos já citados acima, eu continuo com as DSLRS. Para mim fotografar é fazer escolhas. Decidi há algum tempo que eu vou continuar com as DSLRS, pelo menos por enquanto. Talvez se algum dia, a FUJI  ou outro fabricante produzir uma full frame mirrorless, com um bom sistema de flash TTL,, que não custe um rim e um dente da frente, eu tome essa decisão. Espero que isso aconteça. Enquanto isso sigo aqui com as minhas grandinhas e digo que tudo vai muito bem, obrigado.

Para finalizar, ressalto aqui que de nada adiantará Mirrorless ou Full Frame, flash ttl ou manual,  se eu fotógrafo, não estou apto a observar e perceber o meu entorno. Na fotografia de casamento, eu tenho a oportunidade e me sinto na obrigação de contar histórias para as gerações que aqui ainda não se encontram presentes. Por isso, eu,  fotógrafo, em primeiro lugar, sou o “equipamento” mais importante.

Obrigado pelo seu tempo e espero ter esclarecido os meus motivos sem causar polêmicas.  Se você gostou, compartilhe.

Até o próximo artigo!

 

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