Um trabalho extremamente impactante de um fotógrafo argentino chamado Gustavo Germano, cujo título é AUSÊNCIAS. Ele mostra com suas imagens os desaparecimentos de pessoas causado pelos criminosos argentinos durante a ditadura militar.
…mesmo que não demonstre toda vez que um ex colega de faculdade ou uma pessoa que não sabe detalhes da minha vida profissional me pergunta:
- Você tá só com a fotografia mesmo?
Hoje no aniversário de uma coleguinha de escola da Júlia me perguntaram isso pela centésima vez. Por isso vou falar bem alto para todo mundo ouvir.
Estou sim, só com a fotografia! Só??? Só não, a fotografia é que paga meu condomínio, meu IPVA, a escola da Júlia. Foi ela que comprou meu carro novo. É ela que paga minhas viagens, meus hobbies e meu plano de saúde. Ela é a minha profissão. Sou fotógrafo e professor de fotografia. Me formei em Administração, fiz duas especializações que me ajudam muito na gestão da minhas duas empresas (La Foto e Escola de Imagem) mas minha profissão hoje é de FOTÓGRAFO e me orgulho muito disso.
Hoje com a fotografia dá pra ter uma vida confortável. Tudo depende do seu grau de profissionalismo. E digo mais, há muito médico, advogado e dentista vendendo o almoço para comprar a janta ou trabalhando 18 horas por dias em plantões e consultas remuneradas por plano de saúde para que consigam viver bem.
Esse post tem o intuito de dizer para os que fazem esse tipo de pergunta que abram suas cabeças e respeitem outras profissões, mesmo as não regulamentadas como a minha.
Não to mais bravo. Desabafei. Um bom fim de semana a todos!
Um dos ingredientes que procuro valorizar na minha fotografia é a emoção. Ela vêm e toma conta. Registrá-la é dar a ela a oportunidade de ir e vir livremente. Isso é mágico. Quanto mais emoção captada, mais realizado me sinto. Me torno importante na vida das pessoas que fotografo simplesmente por ser uma ferramenta que as permite sentir aquilo tudo novamente.
Recebi ontem este ensaio de uma grande amiga por email. Ele me fez chorar já que as imagens e a estória estão impregnadas de emoção. As foto são do fotógrafo americano Romain Blanquart. Ele ganhou o prêmio de Honra ao Mérito no concurso Best of Photohournalism de 2006. Muito merecido por sinal. O nome do ensaio é “The Bride was beautiful”.
A moça da foto se chama Katie Kirkpatrick, de 21 anos. Ao lado dela está o noivo, Nick, de 23. A foto foi tirada pouco antes da cerimônia de casamento dos dois, realizada em 11 de janeiro de 2005 nos Estados Unidos. Katie tem câncer em estado terminal e passa horas por dia recebendo medicação. Na foto Nick aguarda o término de mais uma destas sessões.
Apesar de sentir muita dor, de vários órgãos estarem apresentando falência e ter que recorrer à morfina, Katie levou adiante o casamento e fez questão de cuidar do máximo de detalhes. O vestido teve que ser ajustado várias vezes, pois Katie perde peso todos os dias devido ao câncer.
Um acessório inusitado na festa foi o tubo de oxigênio usado por Katie. Ele acompanhou a noiva em toda a cerimônia e na festa também. O outro casal da foto são os pais de Nick, emocionados com o casamento do filho com a mulher que namorou desde a adolescência.
Katie, sentada em uma cadeira de rodas e com o tubo de oxigênio, ouve o marido e os amigos cantarem para ela.
No meio da festa Katie tira um tempo para descansar. A dor a impede de ficar de pé por muito tempo.
5 dias depois Katie morreu. Ela não deixou a doença tirar suas esperanças. Seu casamento foi lindo e ela provou que dar amor e recebê-lo faz com ele nunca morra. E foi assim que Katie venceu o câncer.


















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