Fotografia documental (de família, por que não)?

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“Significado de fotografia documental pela Wikipedia: Documental tem sido definido no senso estilístico do trabalho fotográfico. Seus fundamentos foram profundamente absorvidos pelo fotojornalismo, pelo estilo factual do jornalismo televisivo e, mais recentemente, pela antropologia visual. Alguns nomes substitutos já foram sugeridos para a fotografia documental, tais como: histórica, factual, realista, porém nenhum deles traz tão implicitamente em seu sentido, o desejo de criar uma interpretação subjetiva do mundo em que se vive.”

Eu tenho tentado montar, nos últimos tempos, um quebra-cabeças de 50.000 peças em cima da minha fotografia. Refleti, nos últimos 2 anos a minha carreira como fotógrafo comercial e claro, a minha fotografia autoral.

Nesses mesmos últimos dois anos eu só fiquei 4 ou 5 dias sem fotografar, seja com uma câmera de celular, reflex ou até mesmo uma portátil. O ato de fotografar para mim antes era 100% relacionado ao meu trabalho fotográfico. A gente se apaixona pela fotografia e quando vê só fotografa profissionalmente deixando enfraquecer a relação íntima e de prazer que nos levou até a ela.

Pela primeira vez, publico aqui um trabalho, na íntegra, de fotografia documental voltada para a fotografia de família. Ele é parte de um trabalho de pesquisa dentro da área de fotodocumentarismo de famílias. Um trabalho que tem me possibilitado trabalhar duas vertentes totalmente opostas, a fotografia documental autoral e a fotografia documental (de demanda, encomendada, comercial).

Parece complexo né? Não é! Pode acreditar. Eu posso tanto fotografar famílias como registro feito para mim ou posso fotografá-las, utilizando a linguagem documental, contratado por elas.

Diferente da fotografia muito difundida hoje em dia no mercado brasileiro, a fotografia LIFESTYLE, o que tenho desenvolvido apresenta algumas diferenças BRUTAIS, as quais serão reveladas e melhor explicadas na edição de outubro da revista Fotografe Melhor.

São detalhes que além de mudar todo o conceito do trabalho, interferem no seu resultado. Essas reportagens em nada se assemelham as tão conhecidas sessões fotográficas de família.

O motivo pelo qual eu tenho me enveredado pela área é simples. Na verdade tenho mais de um.

Em primeiro lugar vem o resgate da minha relação enfraquecida com a minha família. Ainda a passos lentos, depois de alguns percauços. Fotografar outras famílias de forma intimista me permite entender melhor a minha relação com a minha própria família. Simples assim.

Em segundo lugar, a incapacidade do ser humano, de lembrar-se de um dia inteiro de sua vida, do início ao fim. Sim, estou falando de um longo dia. Nenhum ser humano normal lembra com detalhes de um dia inteiro da sua vida. Eu queria poder hoje me lembrar de vários. Mesmo de um dia mais trivial.

E para finalizar, a possibilidade de poder mostrar para uma família, o seu comportamento, as suas relações e o seu dia a dia por uma outra perspectiva. As famílias que tenho fotografado se surpreendem e se emocionam de uma maneira que nunca vi antes. Chega a ser impressionante.

Como disse, revelarei dos detalhes em breve. Quero difundir estas práticas entre os fotógrafos de família do nosso país e por que não do mundo simplesmente por acreditar que a fotografia de família merece ganhar conteúdo, profundidade e consequentemente MUITO MAIS SENTIMENTO.

O trabalho aqui publicado foi feito com a família da Mônica e Francesco. Eles possuem dois filhos, Dedé de 16 e a Juju de 5 anos. A Mônica se recupera de um câncer de mama afetou a sua forma de viver e de relacionar-se com a família e com as pessoas em geral.

Tive a oportunidade de fotografá-los, ela recém curada e ele como fiel acompanhante em uma sessão rotineira de quimioterapia preventiva, um tratamento de última geração no campo da oncologia.

Depois disso testemunhei o dia a dia dentro de sua casa…

Sem mais detalhes para não estragar o lançamento desta, para mim, uma nova modalidade da fotografia de família comercial e por que não, autoral, eu deixo com vocês um singelo registro de uma família que também me ensinou muito.

Espero que curtam!

Obrigado Mônica, Francesco, Juju e André por me darem acesso a intimidade de vocês.








































A verdadeira fotografia de família documental

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Izabela Urbaniak é mãe de dois meninos brincalhões de Lodz, na Polônia. Desde 2012 ela desenvolve a série fotográfica “Summertime”, que retrata as férias de seus filhos em toda a sua essência de crianças despreocupadas e com toda a tranquilidade e alegria do campo. Estas imagens representam o verão sem computadores e TVs, só a natureza e as crianças brincando.

A série é inspirada pela infância da fotógrafa, quando costumava visitar sua avó no verão e passava suas férias escolares na zona rural. Hoje, ela simplesmente adora ver suas crianças brincando no campo entre si e com os animais.

Ela não utiliza muita manipulação digital em suas fotos. Apenas para alterar o contraste e trabalhar suas imagens em preto e branco. Acima de tudo suas imagens são feitas com uma observação cuidadosa. Seu equipamento? Uma Canon Mark III e as lentes 50 mm f 1.4 e 85 mm f 1.2.

A fotografia se tornou a paixão de sua vida, até que se tornou sua profissão. Ela costuma dizer com confiança que seu trabalho não é realmente trabalhar, porque ela ama o que faz!

Site da fotógrafa Izabela Urbaniak.

Fonte: Bored Panda































A leveza de Bella e Gustavo – Belo Horizonte

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Família leve, família linda, sem muita regra, com direito a chave quebrada. Ficamos presos fora da casa mas nada abalou a tarde que foi muito boa.
E mal sabem eles que nós além registrarmos momentos, guardamos com carinho experiências tão gostosas.
Neste dia, meu escritório foi a casa da Bella e do Gustavo.
Só posso garantir uma coisa. Nós nos divertimos.

Nos vemos em breve! Obrigado!













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